poema fragamentado sobre eu e você


te quero inteira, a beira de um abismo de mim te quero toda  te quero inteira assim meio de lado cheirando a chanel ou jasmin de frente pisando em flor ou nas dores de mim passando por trás por um fio vem inteira e eu (ou o fragmento de mim) também toda embananada nuns porém de dia, poréns de noite é sempre assim: você vem tão menina, tão mulher prá cima de mim e eu nem olho pro lado se você vem assim cheirando a chanel, gengibre ou jasmin, teu corpo jazz em mim eu inteira, feliz, assim, menina me pegou de lado de frente por trás e eu agora não sei fazer com a demanda sem fim de amor, que transcorre transpassa nos dias tão quentes do interior, o quarto cheirando incenso ou amor, eu sem dor, sem ódio, sem torpor, sem preguiça e sem andor, sem fantasia, só amor, transcendendo subindo descendo como toda matéria-espírito na terra. Pois se nasci assim imperfeita, sou eu, o que sou,  inteira prá você, descobriu minhas brechas, deitou e rolou, agora fecha a mão no meu pescoço, e ama: eu te amo, pela casa, pela cama, pelo jardim, torta, reta-inteira de mim, pedaço, cheirando a chanel ou jasmin.

2 comentários:

H. disse...

Depois de ver Aqui quase longe na minha pequena cidade eu desesperei procurar na internet aquela coisa tão linda do final que eu tinha quase de cor ado e encontrei esse blog e quando mais eu leio tanto mais eu quero ler. Encantada.

Dilma disse...

Meu Deus, Há deus???? seus escritos deixam minhas idéias excitadas, há beleza. Te escutei no ZAPIONATO, dia dia 09/12 no pavilhão da bienal, seus textos tiram o fôlego, confetes à Ana,Parabéns