numa manhã oblíqua eu percebi
como uma lembrança triste
que você já era

passado

que o futuro já tinha chegado
- aquele que eu projetava -
quando você não estava mais

presente

é quando a gente se dá conta
que morreu um pouco
que nasceu um pouco
que viveu um fim

enfim

percebi que eu não pensava em você
e que você não pensava em mim.

olhei no relógio pra ver e assim:
era páscoa por fora
e carnaval dentro de mim.

3 comentários:

Hermética Pungência disse...

Poética em adivinhar! Sinto-me decifrado e de carnes devoradas sutilmente expostas como arte. De ser!

Ramon Chaves. disse...

você não é arte. você é o que não se pode dizer, mesmo pensando, porque pareceria grosseiro.

Dilma disse...

Onde está o carnaval?